Maria José Nogueira Pinto

Há quem fique nervoso só de ouvir a conjugação do nome próprio com o apelido. Há quem ache Mickey Mouse o seu maior aliado. E há, ainda, quem - uma maioria, certamente - a ache uma decrépita tia com trejeitos de possidónia loira. Tudo bem, fica a imagem em profundo contraste com a pessoa.
Agora, se conseguirem, obnubilem a tez partidária e deixem-me dizer bem de quem faz melhor.
MJNP fez porventura a maior reestruturação na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Transformou custos parasitas em gastos estritamente necessários e eficazes na acção social, reduziu direcções de serviços desprovidas de sentido, racionalizou e dinamizou proveitos, organogramas, estruturas. Devolveu à terceira idade a dignidade possível numa cidade amálgama, proveu a organização para as chamadas ajudas técnicas, renegociou competências com o CRSS no âmbito da toxicodependência. Consensualmente, terá sido a melhor provedora desde 1974.
Trata-se de uma profissional extremamente competente, com uma capacidade de trabalho impressionante e uma dedicação entusiasta. Quantos da horda política serão assim? Escassos, muito escassos.
Ontem apresentou-se como candidata à presidência da edilidade da minha cidade. Recusou ser um produto centrista, candidata-se pelo que vale e contou com o apoio de personalidades de vários quadrantes, entre os quais Medina Carreira.
Entre um jurista encrava túneis, um vlad anafado, um filósofo pseudo-menino-guerreiro e uma mancha negra, venha a tia loira, farta de determinação.
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